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04/03/2004 00:40
O que tem se passado... Eu ando desanimada demais. Aliás, nem ando, porque andar já é querer demais.
No telefone com meu pai ouvi uma conversa que só me fez deprimir: o que tem feito? Espero que não esteja só em Internet..., não, não faço só isso, mas é a única coisa que tem me dado uma certa alegria. Também seria querer demais que eu gostasse de fazer comida, varrer, passar pano, arrumar camas... Sim, tenho feito tudo isso e não reclamo não, mas não tenho a menor habilidade. Derrubei um monte de feijão no fogão, esmigalhei o frango por não saber cortar, ainda assim, a comida ficou boa, mas eu faço tudo errado, grrrr... O frango me fez rir, lembrei de Hermes e Renato e a pizza que já vem mastigada, eu disse pra minha meia-cunhada que o frango já estava mastigado, porque era o que parecia. E eu quase tive um ataque de nojo quando peguei no frango temperado e senti uma textura diferente... Tenho asco de cada coisa bizarra! Uma vez quase tive um ataque com uma calculadora que estava agindo estranhamente... Números vivem me traumatizando, hehehe!
No almoço ouvi a tal frase: Já pode casar!, eu respondi que já era casada, mas descobri que não, uma grande amiga o roubou de mim... Tá bom, isso não é sério.
O caso é que eu construí um tipo de defesa, não me apego as pessoas pra não sofrer mais por elas. Posso até gostar, mas não fico muito abalado quando elas somem ou me decepcionam ou eu as decepciono (o que é mais fácil!).
Aí entra aquela história da pesca esportiva e tudo o mais, uma metáfora se os homens fossem peixes... Não é nada proposital, ou talvez seja, só sei que acontece e eu até fico perversamente feliz com o resultado inicial depois me odeio. Hum... Vocês não devem estar entendendo nada!
Mais especificamente, estou me odiando por sentir que estou usando os garotos... Não por querer, mas como diria aquele programinha que adorava na minha infância: é sem querer querendo. Hum... Sinto preguiça de contar a minha vida como às vezes me pedem, até parei de escrever aquele maldito livro, eu nunca termino um livro, mas vamos lá, contarei isso aqui, pois daí todo mundo já fica sabendo de uma vez, e quem já sabia saiba de novo.
Meus casos amorosos.
Como aconteceu meu segundo amor.
1- Na oitava série tinha um garoto que eu e minha amiga adorávamos bancar as tietes para cima dele, gritando histericamente como se ele fosse o máximo. O garoto não era nada demais, mas eu adorava interpretar esse papel. Diziam que um dos colegas dele gostava de mim... Diziam, mas na época eu era muito criança pra essas coisas. Meu primeiro beijo consentido foi exatamente aos 15 anos, no dia do meu aniversário medíocre. Mas não com esse garoto, com um que não cito aqui por covardia. É segredo.
2- Uma vez na Internet tive uma certa intuição e senti que o garoto com quem eu falava era esse menino que diziam gostar de mim. Era ele mesmo. Então inventei uma nova identidade, já tinha até combinado de sair com ele e depois disse meu nome verdadeiro ele resolveu sumir... Sinal de que ele não gostava mesmo!
3- No 1º ano fui estudar num colégio técnico e esse menino cai justamente na minha classe de novo. Nessa época é que eu estava quebrando a cara com o meu 1º amor.
4- Depois de muuuuuuuuita coisa desinteressante me tornei amiga dele e ficamos juntos.
5- Passei a gostar bastante dele, bastaaaaaante mesmo.
FDGrdxhgksehgseiotyu$#%*&(&!@#, cansei de escrever!
enviada por Marcely
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